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MP cumpre 76 mandados e afasta servidores em investigação sobre contratos milionários em 5 cidades de MS

Um dos alvos da operação é em Corguinho. Roberto Kelsson/Arquivo Pessoal Uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) cumpriu, na manh...

MP cumpre 76 mandados e afasta servidores em investigação sobre contratos milionários em 5 cidades de MS
MP cumpre 76 mandados e afasta servidores em investigação sobre contratos milionários em 5 cidades de MS (Foto: Reprodução)

Um dos alvos da operação é em Corguinho. Roberto Kelsson/Arquivo Pessoal Uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) cumpriu, na manhã terça-feira (10), 76 ordens judiciais em cinco municípios do estado. A ação investiga um esquema de fraude em licitações e contratos públicos que somam quase R$ 9 milhões, segundo as investigações. A operação Cartas Marcadas cumpre mandados em Campo Grande, Corguinho, Rio Negro, Rochedo e Terenos. As ordens foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Ao todo, foram expedidos: 46 mandados de busca e apreensão; 5 mandados de afastamento de servidores públicos; 22 ordens de proibição de contratar com o poder público; 3 mandados de suspensão de contratos em vigor. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A operação foi deflagrada por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), por determinação da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), o que indica a participação de suspeitos com foro. Esquema em licitações De acordo com o Ministério Público, a investigação identificou uma organização criminosa instalada principalmente nos municípios de Corguinho e Rio Negro. O grupo atuava para fraudar licitações e contratos públicos, com participação de agentes políticos e servidores públicos. Segundo a apuração, servidores corrompidos atuavam para direcionar licitações, desde compras diretas de materiais de expediente até contratos para obras públicas. Em alguns casos, as obras começavam antes mesmo da formalização dos contratos. Os contratos sob suspeita, firmados nos últimos três anos, somam cerca de R$ 9 milhões, conforme o MPMS. Provas e investigação Ainda conforme o MPMS, parte das provas usadas na investigação veio do conteúdo de celulares apreendidos em operações anteriores, chamadas Turn Off e Malebolge. O material foi compartilhado com autorização judicial. Segundo o órgão, as mensagens ajudaram a identificar o modo de atuação do grupo e os agentes políticos apontados como articuladores do esquema. A operação contou com apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar. O nome “Cartas Marcadas” faz referência à suspeita de que licitações eram manipuladas previamente, com resultado definido antes da abertura dos processos. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: